O declínio do drive-in cinema acompanhou a mudança na maneira de ver filmes, do videoclube ao streaming, passando pelo Cinema 4DX 3D. A generalização das cassetes de vídeo tirou a necessidade premente de um escape de entretenimento que envolvesse toda a família e obrigasse a sair de casa. Muitos dos negócios eram também familiares e quando os donos morriam, os seus descendentes desinteressavam-se de lhes dar continuidade. Além disso, a necessidade de grandes investimentos para aumentar ou manter os drive-ins levou a que muitos fechassem, simplesmente porque ou se tornavam ultrapassados ou depois do investimento o lucro não era recuperado.
O drive-in cinema voltou à ribalta com a pandemia de covid-19.
Muitos dos espaços que antes albergavam este género de entretenimento, alguns cujo uso levou inclusive à origem de pequenas vilas, tornaram-se locais de feiras ao ar livre, igrejas ou centros comerciais. Actualmente, existem à volta de 400 cinemas do género nos EUA. Em 2021, em plena pandemia, a rede MUVI abria em Riade, na Arábia Saudita, o primeiro drive-in cinema desde o levantamento da proibição da exibição de filmes no país. Na estreia, podia, acomodar, com a devida distância social assegurada, até 150 veículos.
A projecção de filmes ao ar livre continua a ser muito popular noutros locais, como na Europa – existem, neste momento, em Frankfurt, Madrid e Roma, ou até na Ásia, onde estas estruturas estão a ter um rápido crescimento nos últimos anos. Em Portugal, no continente e ilhas, como referimos no início do artigo há sessões de cinema ao ar livre pelo menos até Setembro, a marcar o final do Verão.
FONTE: Este conteúdo foi originalmente publicado pela National Geographic Portugal, uma revista de reportagens e fotografias de natureza, ciência, história, viagens e aventura.